Anadia,
foi elevada a Cidade em 9 de Dezembro de 2004, a qual insere-se no Distrito de
Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga, contabiliza nos dias de hoje
sensivelmente 3.034 habitantes residentes.
Os
vestígios da presença romana nestas terras são diversos, pelo que podem ser
encontrados um pouco por toda a área do concelho, nomeadamente vestígios de
cerâmica de cobertura doméstica.
Os
Forais que foram concedidos entre o século XII e o século XVI, eram um dos
eventos mais importante da história de uma vila ou cidade, uma vez que eram
estes que atribuiam a concessão de maiores liberdades e privilégios aos seus
habitantes. Nesta região não parece ter sido graças à concessão de forais que se
promoveu o povoamento e a reorganização das instituições, pelo que para o actual
distrito de Aveiro apenas se conhece o foral com que D. Sancho I criou, em 1210,
o concelho de Ferreiros, Fontemanha e Vale de Avim (povoações que integram a
actual freguesia da Moita). Existem referências posteriores a forais os quais
entende-se não passarem de meros contratos de aforamento colectivo, que surgem
designados como forais pelos rebeliões, ou erradamente referenciados como
“forais velhos” pelos autores contemporâneos, como acontece no que respeita a
Aguim e a Anadia.
Em
1514, pela mão de D.Manuel I é criado formalmente o concelhos de Anadia entre
outros circundantes, mas só em 1867 é que Anadia crescerá mais uma vez, em
virtude do desmembramento do vizinho concelho de Oliveira do Bairro, da junção
das paróquias da Mamarrosa e Troviscal numa só freguesia civil, e da anexação
desta e da de Oliveira do Bairro a Anadia.
As
transformações posteriores, ocorridas no século XX, prenderam-se com a criação
de três novas freguesias: a de Amoreira da Gândara, em 1928, a de Paredes do
Bairro, em 1985, e a de Aguim, em 1989.